De qualquer poema depressivo que podia ter sido escrito desde minha juventude triste
De qualquer forma que venha a parecer,
esse poema foi criado antes de que eu possa ver,
pois ele foi escolhido, bem antes de ser criado,
como seu título, que antes de tudo foi dado
Esse texto não sairá tanto do tema do título,
assim espero e creio,
pois do titulo tenho nada à falar,
apenas coisas que desde a mocidade receio
Agora tão moço quase moço ainda assim
olho para o espelho e vejo a mim,
obvio, quem mais veria ?
que outro reflexo no espelho perceberia ?
Agora quase tão sem nada,
que não choro mais das lágrimas poucas que ficam nos cílios,
não, de qualquer forma esse é um poema de tristeza infinda
espero poder escrever este poema ainda
Das tristezas antes faladas,
de juntar toda a tristeza em uma só ,
ganhar motivo para que
as outras pessoas de você tenham dó
De qualquer forma nenhum traço da vida neste texto será contado,
vou explicar qualquer coisa que quiser apenas rodando um par de dados,
dizendo fatos qualqueres em proporções de um por seis,
sejam os apostadores vocês
O poema recém finalizado,
ainda na mão do artista a ser trabalhado,
não sou eu este de quem tenho falado,
qualquer um que deixe meu ego de lado,
Dos complexos de inferioridade tenho contemplado
qualquer coisa inútil que tenha feito,
retoma logo uma dor no peito,
serei eu sujeito ?
Talvez eu, talvez tu, talvez até o eles,
todos sujeitos, sujeitos a qualquer coisa,
talvez ocultos ou indeterminados,
sujeitos esquecidos, banalizados
Sem qualquer predicado para minha sujeição,
agora a tristeza invade o coração,
choro olhando pra lua sem motivo,
uma estrela me dá um sorriso
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