terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Magnífico perfeito

Magnífico perfeito

Em qualquer calçada que eu não estou,
começo o maior texto de toda minha história,
esse texto ficará magnífico
o brilho das estrelas almejo

Tenho apenas um desejo,
elevar esse texto ao nível de reino unido,
talvez agora tão unido a mim que não tenho mais controle emocional,
da colônia metropolital,

Das palavras criadas nessa escritura,
deixa só as pistas,
de todas as coisas
que antes foram escritas

Da dedução mais que obvia e aceita,
coloco nesse texto coisas bonitas que me vêm a cabeça,
neurônios, apelo emocional
e uma menina em especial

De qualquer poema romântico que agora
não tenha sentido nenhum, porque o que era para existir
já foi escrito,
não deixou se medir

De qualquer futuro que ainda magoa o passado
e agora é seu presente, sua consequência,
alegre-se da minha mente
e minha vivência

Das perfeições imperfeitas
encontradas em qualquer porta, abertura de fechadura,
de um ser tão lindo,
criatura pura

Da magnificência de todos os pensamentos,
agora toda a mente junta a elaborar seu trabalho mais que perfeito ,
em um sonho qualquer minha mente a projetar,
qualquer que seja essa pessoa que no texto citar

Da imprescindível  falta do que fazer
que agora traz o invisível tão claro,
tão objetivo, tão sentimental,
quanto um amor não especial

Das receitas de acabar o poema,
não encontro nenhuma,
pois o poema aqui, é uma coisa sem fim, que ainda não está para se acabar,
ponha o texto agora não acabado terminando,
deixo no gerúndio e os sentimentos tão lentos vão passando.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

De qualquer poema depressivo que podia ter sido escrito desde minha juventude triste

De qualquer poema depressivo que podia ter sido escrito desde minha juventude triste

De qualquer forma que venha a parecer,
esse poema foi criado antes de que eu possa ver,
pois ele foi escolhido, bem antes de ser criado,
como seu título, que antes de tudo foi dado

Esse texto não sairá tanto do tema do título,
assim espero e creio,
pois do titulo tenho nada à falar,
apenas coisas que desde a mocidade receio

Agora tão moço quase moço ainda assim
olho para o espelho e vejo a mim,
obvio, quem mais veria ?
que outro reflexo no espelho perceberia ?

Agora quase tão sem nada,
que não choro mais das lágrimas poucas que ficam nos cílios,
não, de qualquer forma esse é um poema de tristeza infinda
espero poder escrever este poema ainda

Das tristezas antes faladas,
de juntar toda a tristeza em uma só ,
ganhar motivo para que
as outras pessoas de você tenham dó

De qualquer forma nenhum traço da vida neste texto será contado,
vou explicar qualquer coisa que quiser apenas rodando um par de dados,
dizendo fatos qualqueres em proporções de um por seis,
sejam os apostadores vocês

O poema recém finalizado,
ainda na mão do artista a ser trabalhado,
não sou eu este de quem tenho falado,
qualquer um que deixe meu ego de lado,

Dos complexos de inferioridade tenho contemplado
qualquer coisa inútil que tenha feito,
retoma logo uma dor no peito,
serei eu sujeito ?

Talvez eu, talvez tu, talvez até o eles,
todos sujeitos, sujeitos a qualquer coisa,
talvez ocultos ou indeterminados,
sujeitos esquecidos, banalizados

Sem qualquer predicado para minha sujeição,
agora a tristeza invade o coração,
choro olhando pra lua sem motivo,
uma estrela me dá um sorriso

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Dupla de um só

Dupla de um só

Qualquer chatice exacerbada,
agora chega programada,
inclusão,
inclusão em uma casa, em uma visão

Agora de qualquer solitário
que de tão solitário não tenha em nada inclusão
criara um grupo próprio,
solidão

Foi-se de qualquer coisa ter medo
e de qualquer coisa compartilhar consigo mesmo,
e aprendia qualquer coisa que fosse de sua vida ,
sua unica e verdadeira amiga

Das tristezas incluídas na vida,
das alegrias monótonas , insolentes
de um riso de canto de boca que guarda para uma piada,
uma piada fracassada

De qualquer alegria maior
que a própria dor transparece
agora sozinho, não incluído,
apenas esquece

Tristes, olhos baixos em locais qualqueres
se foi qualquer um com que se ele uniu,
com qualquer um que fez algo, que se incluiu,
foi-se sua vida, apenas partiu

domingo, 16 de fevereiro de 2014

De qualquer sentimento que aflige depois (ou antes)

De qualquer sentimento que aflige depois (ou antes)

De qualquer saudade que sinta agora,
de qualquer tema que lhe interesse,
falemos de saudade,
alivie sua prece

Da saudade quase mecânica,
metódica
de qualquer pessoa amável,
agora invariável

Como em qualquer lugar agora lembrar
como em coisa tão subjetiva
essa de saudade, saudade de amor
saudade de amiga

Acho que um termo tão complicado
jamais fora criado
porque não sinto saudade então,
qualquer que seja a pessoa ou animal de estimação

Não existe saudade, ante essa palavra difícil de descrever
não tem significado proposto,
em qualquer dicionário disposto
a definir a verdade

Então sente amor, amor que agora tão forte
não contava com a própria morte
e morreu amor, foi-se assim só,
pessoa que esqueceu apenas no pensar

Qualquer coisa que venha a tornar esse sentimento de volta,
isso é saudade, saudade pura e simples,
das coisas que foram, não quiseram ficar,
para uma xícara de chá

A retomada do amor lhe vem ao peito,
atinge a mente e qualquer outro lugar que o corpo sente
sem saudade agora só amor,
o que é amor ? , acho que uma flor

Uma flor perfeita, escolhida em qualquer lugar,
entregue a qualquer pessoa que amar,
amor é um sentimento bom que atinge o peito,
talvez como chocolate, como perfume, como uma pessoa qualquer,
ou todas essas coisas juntas vier

Amor é sentir qualquer coisa que goste,
ou que odeie tanto que não consiga mais viver sem,
amor é a antítese mais elaborada,
estar apaixonado é viver a pessoa amada

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A tristeza pensada racionalmente de uma mente triste

A tristeza pensada racionalmente de uma mente triste

De um idiota qualquer,
que agora duvidando
de sua idiotice,
agrava o nível de sua burrice,

De um pensamento ou sentimento
que qualquer um podia ter,
talvez ainda não tenha nome,
quem quiser dar, que dê

Depois de qualquer erro,
agora monótono,
culpa profunda invade,
o peito abate

De qualquer sessenta porcento
que não é medido como média,
queria alçar vôos a cento e vinte,
dobre sua tristeza e a guarde no bolso,
não fazem de valor reembolso

A tristeza tão alegremente triste
agora bate no rosto, e um sorriso contrário toma
todo o pensamento passado retoma,
toda a depressão que tinha feito esquecer

Agora por um cinquenta porcento,
talvez talvez bem menos,
lembra de como era triste, e lembra para justificar a tristeza,
para que qualquer um que pergunte não pareça besteira,
pareça coisa séria , de vida inteira

Agora da vida sofrida,
da burguesia classe media/alta,
com televisão em todos cômodos, que teve um ar condicionado estragado,
coitado, ligará para o suporte, pedirá para vir arrumar,
e qualquer um, com migalhas de pão se alegrar

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Parece com um grilo

Parece com um grilo

Na esperança que você entenda esse poema
eu agora escrevo tão simples,
tão simplesmente e obviamente direto,
um poema sobre algo concreto

De qualquer pessoa que faça uma prova
e antes de saber o resultado, sabe de tudo
sabe de qualquer coisa,
qualquer coisa que sua mente cogitar

Agora da falácia qualquer
que venha a pensar,
a falácia do erro comum,
mútuo, errou em nada, nenhum

Do sentimento que Sherlock talvez duvidaria
sentimento maior que de uma poesia,
maior que dedução,
muito mais forte que intuição

Do sentimento incompleto que já tem fim
porque o destino quis assim,
a pessoa está certa de si,
esta certa e ri do que escrevi

Agora do sentimento mais escroto
que qualquer um possa ter,
depois de uma prova, em uma pessoa consolar,
"você vai melhorar "

Colocam fé em qualquer coisa que possa o momento mudar,
não falo da fé aqui, muito complexa para em um poema reduzir,
agora da pessoa que consola,
tão triste, tão grandiosamente triste

Que seu corpo não cabe em si,
se expandiu, procurou proliferar,
e novas flores
fazerem desabrochar,

Agora do erro que se repetiu,
sentimento de acreditar não interviu,
o sentimento que faz a todos procrastinar
a esperança real de mudar

A esperança, tão somente em qualquer coisa acreditar,
fazer dela uma lei, segui-la até secar,
se está bem, da próxima consegue, tudo perfeito,
o sentimento que impregna no peito,
e na próxima tristeza, apenas ela a consolar,
uma tristeza de qualquer coisa esperançar

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Camisa mais que presa

Camisa mais que presa

Lucidez sendo recuperada
de qualquer forma tomo um copo de água
agora da casualidade,
mais casual que a verdade 

Agora em qualquer tempo em qualquer noite
em qualquer lugar diferente
que não seja esse que a todos sente,
a loucura vertente

Agora do doido inaudível
que não tem coisa alguma,
motivo plausível
para cair no chão de camisa de força

Agora qualquer louco sem qualquer soluto,
que se dissolva em seu corpo puramente impuro 
das loucuras,
saiu de casa, pulou o muro

Não agora, como todo inicio de estrofe
O louco ficou sem razão
sem qualquer equilíbrio que corteje
sua melhora, embora

Agora todos são,
menos ele,
ele não é,
insanidade.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Terno bem abotoado

Terno bem abotoado

Agora a qualquer escravo mais bem vestido,
não negro nem fugido 
sem dono nem cana de açúcar
da senhora maquiada e absoluta 

Agora qualquer um que use um terno em qualquer momento,
agora qualquer clichê que eu pensei 
qualquer coisa que seja de fato consistente
da fadiga do trabalho veemente 

Agora qualquer meio careca de olhos meio fechados
que traga em uma bandeja qualquer bandeja que peça
o mordomo não despeça 

Agora em qualquer momento 
na periferia , 
em qualquer lugar com apenas um pai de família
que nem bandejas tem pra comprar, mordomo queira esse usar

De agora qualquer sonho americano, 
de igualdade social
o pobre mordomo deixa de lado
com seu vinho tinto em uma taça, equilibro sagaz
de carga animal, apenas carnal

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Duplo o

Duplo o

De qualquer bebida mais cara,
de qualquer fogo de chama bem acesa
ou até mesmo de produto de limpeza

De qualquer plantação de milho
ou até mesmo cana-de-açúcar
do que seja usado para justificar a coragem,
qualquer um da malandragem

De qualquer coisa noturna
que tão somente alucinação
não bebida, apenas energia
para dirigir a noite, confusão

De qualquer fórmula química
tão transparente quanto a água,
talvez mais volátil a mistura
substância não pura

Agora tão natural
quanto de noite em uns goles a mais
de qualquer bêbado da cidade
que no corpo tem álcool demais

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Papéis imperfeitos

Papéis imperfeitos

De qualquer sentimento que não tive percepção
uma simples e clara distração
e ela estava ali logo a chorar
qualquer decepção que faça o choro não ser em vão

Aqui de qualquer forma escrevo ouvindo música
não faço normalmente tal proeza,
do sentimento tão exato, não saem aos olhos lágrimas,
jorram apenas a tristeza

Agora tanto choro que se pode encher um copo,
talvez até com cubo de gelos
pois da decepção
a frieza e fortaleza

Fortaleza contra qualquer coisa que tente derrubar
um muro de pedras pronto a desmoronar,
tão somente os inimigos não matar
traidor ao dono alvejar

Agora da mente que não mente
tão somente, contente
dissipa a tristeza, manda sair
toda mágoa do corpo expungir

De qualquer pessoa que confie demais,
no jogador que não faz o gol e simplesmente deixa a bola
parada em campo, tão triste relento
da tristeza eterna em um momento

Agora tão grande decepção se foi
o poeta leu todo o poema que escreveu
não gostou ,
pegou o deplorável arquivo e o rasgou