segunda-feira, 7 de julho de 2014

Mais uma sem "era uma vez"

Mais uma sem "era uma vez"

A história está aqui,
escrita em versos simplórios
deixo o antigo desleixo
cotidiano

E, quando escrevo isso, relembro de tudo
tudo mesmo, de todas as memórias perdidas
de tudo aquilo que tinha e se passou
o ódio que qualquer antigo amor deixou

E de uma grotesca amnésia que sentia
não sinto mais (alegria)
todavia,
era o mais triste ser que imaginar podia

Não foi de qualquer falta de memórias
dos tempos bons, apenas histórias,
e os tempos ruins abundantes
deixam um impacto mais marcante

Nenhum amor perdido, antes disso
um amor que tinha demais e apenas deteriorou
não culpo ninguém,
pois não lembro quem possa ser o alguém
que o amor matou

E agora, sem lembranças para delatar o ocorrido
fico aqui escondido,
procurando apenas a prisão de uma,
que grita o meu passado perdido

Quem eu achei que era meu amigo
que guardo no peito como um abrigo,
traidora!
brado para a mente inconstante
que revela a memória incapacitante