quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Pode vim

Pode vim

E que venha mais um ano
de incessantes tristezas,
de um copo de café em cima da mesa
me lembrando de manter-se acordado

E que o ano novo resplandeça a alegria da esperança
de fazer a mudança
em todas as velhas novas coisas do ano que se vai
que deixa a paciência diminuída enquanto esvai

Talvez seja mesmo, um ano de mudanças
uma contagem de tempo que nada importa,
nos lembrando constantemente que envelhecemos a cada momento
e, fatalmente, perdemos tempo

Mas, a tristeza não pode ser aliada, jamais
longe disso, a maior inimiga,
porque , como amiga, é cruel e sagaz,
fica por perto e não se separa jamais

E assim, tentando evitá-la, você ganha seu tempo
vá procurar qualquer passatempo
para que a tristeza se aparte de você
e com sua amiga felicidade poderá pra sempre viver

Pois com a felicidade, o tempo passa rápido,
mas quando relembrado, será eternizado
em um sorriso qualquer , em um sentimento que quiser,
com uma pessoa sequer.

domingo, 2 de novembro de 2014

Re-conhecer

Re-conhecer

Eu a procuro há tanto tempo
-muito tempo mesmo-
uns "todos os anos de minha vida"
de longe, a mais requerida

e há quem diga que uma mente alterada
jamais pode ao seu estado inicial retornar,
fico apenas com minhas ambições
altere-a por completo, todas repartições

E ao estado em que estou,
não vejo mais o original, tão distante
aceito que o horizonte, primeiro inalcançável,
tornou-se o destino mais provável

E a sabedoria me limpa por completo,
ignora tudo aquilo alheio ao conhecimento
conhecimento de nada, conhecimento banal
a mente em seu estado trabalhado, artesanal

E eu percebo, por tristeza,
que nada é mais como antes,
limpeza cerebral,
o homem em seu estado animal

Mas, por sorte
em algum estudo ou outro,
evolui-se mais, e tudo flui
e a mente outros sentidos atribui

E o que antes era tristeza
transforma-se em completa alegria
e a mente em tópico
alcança seu estado utópico



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Sua cor

Sua cor

A abundância do meu mundo enorme,
meu mundo só de cores, todas elas juntas
amarelo, preto, lilás, cor qualquer
pensar em nenhuma cor sequer.

As cores todas juntas,
formam o mais bonito mosaico,
uma paisagem de primavera
ou o seu perfeito retrato.

Não te defino agora como um amor qualquer,
antes disso, sou o mais cientifico possível,
mas vejo que minha comparação não é plausível,
uma explicação exata é inatingível.

As parábolas perfeitas de sua bochecha,
de valor qualquer que seja,
marcam mais um traço de sua beleza

Os traços do nariz, tangentes à bochecha,
realçam os olhos, dos que o vêem
e deixam apaixonados,
tanto quanto seus cabelos jogados.

Essas cores colocadas de qualquer forma no seu rosto,
deixam apenas o esboço da perfeição.
E chamam todos a ver
e são seduzidos sem querer.

Agora as cores me voltam à mente,
o azul, o castanho, o rosa.
Não aquelas cores presentes do arco-íris,
mas sob seu cabelo, sua pele, sua íris.

E, estranhamente,
deixam meu mundo muito mais colorido,
saio do preto e branco cotidiano,
e meu mundo ganha sentido,
e meu coração, fica preenchido


Fez algum significado à você?

Fez algum significado à você?

O caminho do homem justo,
é coisa eterna e veraz,
não deixa caminho senão
o descaso do homem, capataz

O sentimento vem agora,
e não coloco ao texto se quer
coisa alguma diferente
que não me convier

A negação constante
das coisas que já se fez,
almejando sempre,
reconhecimento verídico, iminente

A humildade, que agora tão humilde
não vem com o texto reconciliar,
ficou uma droga, admito,
só não deixo claro o quanto achei bonito

E elevando-se a beleza,
o texto torna-se especial, criado por mim
e o reconhecimento vem
e passa rápido, triste fim

Mas se antes disso,
não der ao texto significância nenhuma,
o texto fica, a ideia prevalece
e ao futuro, qualquer um que ler o coração padece

E o texto resplandece tão bonito,
com o brilho almeja o infinito
e deixa-se só, escondido
para em outros momentos ser relido.

E retomo aqui uma frase tão bonita,
quase em metalinguística favorita
"A humildade com os superiores é dever,
com os iguais é cortesia e com os inferiores é nobreza".

Essa deixa clara e certeza
usar a humildade,
não como forma de se tornar superior
nem como se tornar inferior,
mas deixar resplandecer a solidariedade
de uma boa compactuabilidade.

E enfim então,
não precisa se elevar,
pois sendo humilde, coloca todos em um mesmo patamar,
e sua grandiosidade todos os outros irão perceber e vangloriar.


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Sem leitores

Sem leitores

Ele está aqui
sem mais nem menos vem
e desola todo bem

E a felicidade grotesca
se transforma em tristeza animalesca
como um gato sem novelo,
a tristeza me ataca por inteiro

E o poema tão óbvio
vai se ramificando
ramos complexos
para qualquer um

E deixa tantos temas em aberto
que não sabe qual fim
o poema deve tomar,
deixe-o assim, criar um fim próprio, transformar

E a beleza do poema
surge quase imperceptível,
a medida que as palavras são jogadas
e todas as vozes agora caladas

Criticam incessante ao poema,
deixe-o como dilema ( moral )
qualquer tema banal
que venha com o leitor satisfazer

E mata o leitor de prazer,
saber,
que talvez por um segundo,
o autor criou consciência
e lembrou de sua existência

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Tristezas cotidianas

Tristezas cotidianas

A abstinência de escrever
me volta ao texto pensar,
escrever algo bonito,
desejo infinito

A doce tristeza
de sentir saudade
deixe o amor de lado
eterna vaidade

Ao correr do texto,
percebo em sua forma
o tom sombrio se apropriar
todos os textos antes escritos lamentar

Forcarei bastante
para que nesse instante,
não pense em qualquer tristeza
que tire do texto toda realeza

Deixe lindo, ver pássaros
aos animais cumprimentar,
coloque coisas bonitas
para o poema embelezar

A tristeza retoma,
e o poema ganha tom de ironia,
não te amo mais,
faria isso o poeta ? Faria.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Mais uma sem "era uma vez"

Mais uma sem "era uma vez"

A história está aqui,
escrita em versos simplórios
deixo o antigo desleixo
cotidiano

E, quando escrevo isso, relembro de tudo
tudo mesmo, de todas as memórias perdidas
de tudo aquilo que tinha e se passou
o ódio que qualquer antigo amor deixou

E de uma grotesca amnésia que sentia
não sinto mais (alegria)
todavia,
era o mais triste ser que imaginar podia

Não foi de qualquer falta de memórias
dos tempos bons, apenas histórias,
e os tempos ruins abundantes
deixam um impacto mais marcante

Nenhum amor perdido, antes disso
um amor que tinha demais e apenas deteriorou
não culpo ninguém,
pois não lembro quem possa ser o alguém
que o amor matou

E agora, sem lembranças para delatar o ocorrido
fico aqui escondido,
procurando apenas a prisão de uma,
que grita o meu passado perdido

Quem eu achei que era meu amigo
que guardo no peito como um abrigo,
traidora!
brado para a mente inconstante
que revela a memória incapacitante