quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Mudez

Mudez

Agora o poeta,
sem emoção, nem sentimento nenhum,
os sentimentos não foram ignorados
morreram, incendiados

Agora sem nada a fazer
pois que como poeta vivia
e seu viver, era diferente
qualquer coisa que não venha à mente

Pois que o poeta é diferente de todos,
talvez tão parecido que diferente
mas não sente esses
que de amor sofre e mente,

Os sentimentos do poeta,
não tem nenhum,
e no poema
apenas o rastro de sarcasmo deixa

Não, o poeta não teria falado a verdade com outras palavras
o poeta não é capaz disso,
pois que sem sentimentos, vazio de tudo
deixa o poema sem palavras, mudo

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Passado de que não foi

Passado de que não foi

Sentimento ainda inexistente,
de outro poema foi tema, objeto de estudo mais avançado
desse poema só um sentimento
que em meu coração não tenho guardado,

Coragem talvez seja muito forte
não tenho coragem de possuí-la
nesse poema, rebuscada canção
cito trovadores e parnasianos

Soldados que lutaram,
talvez nem tanto quanto os românticos
seus amores conquistaram,
seus amores falsos à burguesia

De meu poema retrai toda energia
talvez amor pago,
pago a quem queira escrever sobre tal
poema que não tem desfecho, nem estrofe final

Aqui agora como romântico,
talvez nem tão dramaturgo, ator de tevê
barroquista do jeito de ser,
meu amor declaro à você ( ou vosmecê , como a nobrezia entender)

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Qualquer sem rimas

Qualquer sem rimas

De que não sabia de mais nada
Não tinha obrigação de o poema rimar,
talvez outra pessoa gostasse
dessas manias, de amar, velejar

Da menina agora ciume
de todos que a encostavam
pronome possessivo,
psico maníaco, obsessivo

Que fosse a menina ou ele então,
não bastava só ao lado dela estar
não rimava
agora o poema triunfava

Mesmo que agora,
da alma se junte
e da menina venha ser ele só,
as estrelas não tem luar

Só estão essas ao céu brilhar,
e que não tenha dó o sol,
caia, mas que a alma da menina venha com ele casar,
que caia em eclipse solar

E que, da tentativa do poeta tenha pena
é impossível em um poema não rimar,
que se padeça os versos brancos
do poeta a criar

sábado, 19 de outubro de 2013

De doença sem título

De doença sem título

Não procurava doença maior que tédio
para o tédio não tem remédio,
talvez as doenças que matam sejam mais assustadoras,
mas o tédio, tem as correntes,que são da alma devoradoras

Se não fosse assim,
me arriscaria a ter medo de gripe,
de tosse de câncer , de qualquer coisa que faz mal
que agora, não encontro mais fatal

Talvez doenças do coração
sejam as piores,
amor, droga incurável, irremediável
de longe a doença mais odiável,

Talvez doença essa que sofreu mutação,
mesmo atingindo o coração,
faça bem, faça paixão

Mas de longe, amor causara maior estrago em sintoma,
sintoma de amor qual será esse ?
coisa que cresce dessaparesesse ?

Não tinha explicação mais para o coração,
coração que inventa de adoecer,
e adoece por quem quiser convencer
que o amor é impossível de vencer

Talvez até aqui também
o poema tenha tomado rumo,
criado forma convincente
de que talvez o amor é tudo que se sente

Mas apresento-lhes a história,
o decorrer dos fatos,
a doença mais letal,
não vem de vírus e é fatal

Que o acaso aqui sim aparecesse,
o acaso são todas as doenças,
porque dele você tem crenças
de que não será infectado

Pois que está enganado,
o acaso é o sintoma indubitável
paixão, amável
o acaso mata aqueles que chamam de saudável

Pois que com o acaso
pessoas de vinte, oitenta e cinquenta anos
padecem,
não fique triste, o acaso não desaparece

Agora ela não está preocupada com a chuva e tudo lá fora,
está em seu quarto, sem nenhuma demora
ela, de apenas um acaso se arrepender,
o acaso de nascer

Do reflexivo

Do reflexivo

Foi-se lá,
frente ao espelho denovo,
todos os defeitos arrumar,
perfeita como brilho, novo

Talvez nem um segundo frente ao espelho,
já era magnifica, modelo
percebendo o vidro da cabeça ao joelho
era perfeita na mão, nos olhos, na boca e no cabelo

Não que ela fosse sair de verdade,
não, ela ficava frente ali sua beleza deslumbrar,
agora refletia tudo da vida de sua alegria,
tristeza não contia

Agora do espelho talvez ao poeta
talvez foi-se também lá quem sabe
olhar no espelho
seu pensar vermelho

Foi-se lá, imperfeição encontrar,
não sairia de lá até se arrumar,
talvez algum tempo tristeza expôs
até que o espelho enfim decompôs

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Do poeta

Do poeta

Sobre o poeta agora escrevi,
eu não sou exato,
minha existência não é real,
mais do que um numero decimal

Não vou fazer aqui uma ficha descritiva,
minha existência não é definitiva
você está lendo esse poema centenário,
de um poeta imaginário,

Talvez sim, as vindas do autor,
devo mostrar aqui todo meu valor,
meus costumes não tão escondidos
minhas manias,todos defendidos

Não, não era verdade que talvez na rua
passando por alguém ou a cantarolar
o poeta simplesmente ia triste a caminhar
e talvez um sorriso, de canto de boca dar-lhe-á

Não era excessivo seu vício por alguma matéria que ele mesmo não entendia
de logica nada sabia
mas como sempre, "o poeta finge tão completamente",
que deixa não sentir o que se sente

Estava apaixonado,
o poeta é apaixonado pelo poema,
talvez sem agora dilema,
venha fingir e você faça desse um de seu problema

Não é possível escrever tudo isso sobre o poeta,
talvez não cabesse num livro,
pois nem em um simples poema,
se fez parecer emblema

Talvez agora se mostre o caráter do poema,
mais caráter que esse pobre poeta, obra de cinema
agora aqui o leitor somente ri,
do poema falei verdade, menti ?