sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Sua cor

Sua cor

A abundância do meu mundo enorme,
meu mundo só de cores, todas elas juntas
amarelo, preto, lilás, cor qualquer
pensar em nenhuma cor sequer.

As cores todas juntas,
formam o mais bonito mosaico,
uma paisagem de primavera
ou o seu perfeito retrato.

Não te defino agora como um amor qualquer,
antes disso, sou o mais cientifico possível,
mas vejo que minha comparação não é plausível,
uma explicação exata é inatingível.

As parábolas perfeitas de sua bochecha,
de valor qualquer que seja,
marcam mais um traço de sua beleza

Os traços do nariz, tangentes à bochecha,
realçam os olhos, dos que o vêem
e deixam apaixonados,
tanto quanto seus cabelos jogados.

Essas cores colocadas de qualquer forma no seu rosto,
deixam apenas o esboço da perfeição.
E chamam todos a ver
e são seduzidos sem querer.

Agora as cores me voltam à mente,
o azul, o castanho, o rosa.
Não aquelas cores presentes do arco-íris,
mas sob seu cabelo, sua pele, sua íris.

E, estranhamente,
deixam meu mundo muito mais colorido,
saio do preto e branco cotidiano,
e meu mundo ganha sentido,
e meu coração, fica preenchido


Fez algum significado à você?

Fez algum significado à você?

O caminho do homem justo,
é coisa eterna e veraz,
não deixa caminho senão
o descaso do homem, capataz

O sentimento vem agora,
e não coloco ao texto se quer
coisa alguma diferente
que não me convier

A negação constante
das coisas que já se fez,
almejando sempre,
reconhecimento verídico, iminente

A humildade, que agora tão humilde
não vem com o texto reconciliar,
ficou uma droga, admito,
só não deixo claro o quanto achei bonito

E elevando-se a beleza,
o texto torna-se especial, criado por mim
e o reconhecimento vem
e passa rápido, triste fim

Mas se antes disso,
não der ao texto significância nenhuma,
o texto fica, a ideia prevalece
e ao futuro, qualquer um que ler o coração padece

E o texto resplandece tão bonito,
com o brilho almeja o infinito
e deixa-se só, escondido
para em outros momentos ser relido.

E retomo aqui uma frase tão bonita,
quase em metalinguística favorita
"A humildade com os superiores é dever,
com os iguais é cortesia e com os inferiores é nobreza".

Essa deixa clara e certeza
usar a humildade,
não como forma de se tornar superior
nem como se tornar inferior,
mas deixar resplandecer a solidariedade
de uma boa compactuabilidade.

E enfim então,
não precisa se elevar,
pois sendo humilde, coloca todos em um mesmo patamar,
e sua grandiosidade todos os outros irão perceber e vangloriar.