sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sem correntes ou algemas

Sem correntes ou algemas

Do profundo escuro do quarto,
agora de qualquer forma deitado,
não estivera no dia tão calado
quanto perto da janela , avistando o telhado

Agora aqui,
o eu-lirico em qualquer grade
como oitava série, coisa do tipo
da tristeza protótipo

Mas ali, frente a qualquer janela de qualquer cor que quiser
se adeque ao seu caso, ao que lhe convier
pois estava o lirico ali no sofá
a grade da janela a observar

Simplesmente nada, nada passava pela sua cabeça
estava de qualquer forma olhando e nada observando
olhava pra qualquer grade que o aprisionava,
sim aprisionava dentro do quarto, tranquilo e seguro, fora do mundo de apuro (ar puro)

Agora qualquer metal que venha até ele de encontro
que seja paralelo, em forma de proteger
da janela do primeiro andar não cair
a loucura iria se sucumbir

A prisão de loucura e insanidade,
queria esse estar preso a qualquer momento
em uma masmorra, aguentando todos tormentos,
mas da prisão saiu, hora da comida do detento

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

De experiência qualquer

De experiência qualquer

Sobre qualquer amargura concreta
o poema agora estrutura, desconcerta
o poeta sem frases , só cria
chegar à poesia sua filha

Sobre qualquer coisa que possa ocorrer
em qualquer momento, num instante banal
apenas um olhar
e em todo momento com a pessoa flertar

De qualquer forma o poeta aqui escreve
de qualquer experiencia passada
de qualquer fim que esta tomou,
entrou seco na carne, adaptou e se emoldurou

O poeta do eufemismo mais reluzente
a declarar palavras a tal sentimento inocente
acabou com a vida de pessoas
e estragos grandes a mente

De qualquer pessoa
que entenda melhor
o mesmo fim pode-se dar,
o sentimento apenas a razão levar

Aqui agora do sentimento que fecha os olhos
vê tão somente a força sentimental
vê a pessoa perfeita, beleza colossal
divindade em forma carnal

Para qualquer um que,
vive qualquer clichê aqui que pode se considerar amor
(desde chuchuzinho até dia dos namorados com flor)
Pêsames do poeta em clamor

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Tristeza boa

Tristeza boa

Das tristezas que abalam qualquer um
esse poema não é meu
esse poema é um poema comum

De qualquer pessoa que leia e interprete ao seu ver
que as dores sintas ao ler,
que veja toda sua lagrima pelo rosto correr

De um pensamento triste qualquer que tenhas
não se acabe numa onomatopeia de dor
que tenha qualquer coisa a ver com amor,
ou ideias de pudor

Agora o sujeito escreve
qualquer coisa que o faça sentir bem
o sujeito não é ele, nem vós
apenas o eu, talvez nós, com um gosto amargo, atroz

Agora da tristeza que se passou escrevendo essas coisas qualqueres
que do texto agora fazem parte, as dores cravadas
qualquer coisa que foi amaldiçoada e retirada
e está aqui, não mais amada

Do masoquismo qualquer de não amar a tristeza
nem a dor, nem nada de qualquer coisa assim
que o autor enfim
escrevendo rimas sem fim, perdeu a tristeza

E agora da pureza
o autor tem a clareza
a legitimidade
que a tristeza com ele fez caridade

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Das respostas incompletas

Das respostas incompletas

Do sei lá que talvez 
foi para o camponês
conversa fora, 
com um burguês

Sem conhecimento sobre nenhuma coisa
agora sem direção tinha à apontar
a divindade perfeição demonstrar
sei onde fica, esta lá

sei lá, da informação desenformada
do que não sabe nada de cá
do nosso mundo nenhuma molécula estudar
saber e apenas pensar

Onde fica tal lugar ?
sei, lá
talvez coisa qualquer ou nada falar
foi a simples informação que o camponês podia dar

Ali agora, frente a qualquer lugar que não sei onde é
mas ele sabia bem,
andava por ali
desde que possuía pé

Agora o camponês na glória infinita
de ser útil a vida 
essa bonita 
não ser dela um parasita

Sei ou não sei ?
agora foi-se a questão que a muito tempo o camponês usou 
de tão profunda a questão o tornou
logo pensei

Sim, eu sei
sei, lá
apontou a direção, o burguês se virou a incompetência diminuta
pobre camponês, tal não conhece sua insensatez 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Orvalho mais que frio

Orvalho mais que frio

De alguns setenta anos que não escrevo
Sim eu me lembro muito bem de sete décadas 
coisa assim, qualquer coisa afim
tratar de uns temas antigos que só interessam a mim

Sem motivo qualquer pra escrever agora
Porque aquilo que motivava simplesmente passou
foi apenas uma visão 
Amor dos temas doador e ladrão

Pois do frio incessante que se encontra o coração agora
de qualquer forma esse era o tema disso,
coisa como uma chuva congelada,
geada, qualquer coisa que não seja amada

Agora que do coração
tão completamente coberto,
sem coberta, longe do calor 
magnífico de um amor

Agora de qualquer forma sem motivo nenhum para isso escrever
pois o amor se foi, não conseguirá ler,
sem antes chorar, coisa assim
foi-se embora e não quis se despedir de mim

Qualquer orvalho que de manha caia,
e tão somente não se espalha 
e fica contido, ali dentro 
bem do peito no centro