Sem correntes ou algemas
Do profundo escuro do quarto,
agora de qualquer forma deitado,
não estivera no dia tão calado
quanto perto da janela , avistando o telhado
Agora aqui,
o eu-lirico em qualquer grade
como oitava série, coisa do tipo
da tristeza protótipo
Mas ali, frente a qualquer janela de qualquer cor que quiser
se adeque ao seu caso, ao que lhe convier
pois estava o lirico ali no sofá
a grade da janela a observar
Simplesmente nada, nada passava pela sua cabeça
estava de qualquer forma olhando e nada observando
olhava pra qualquer grade que o aprisionava,
sim aprisionava dentro do quarto, tranquilo e seguro, fora do mundo de apuro (ar puro)
Agora qualquer metal que venha até ele de encontro
que seja paralelo, em forma de proteger
da janela do primeiro andar não cair
a loucura iria se sucumbir
A prisão de loucura e insanidade,
queria esse estar preso a qualquer momento
em uma masmorra, aguentando todos tormentos,
mas da prisão saiu, hora da comida do detento
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
De experiência qualquer
De experiência qualquer
Sobre qualquer amargura concreta
o poema agora estrutura, desconcerta
o poeta sem frases , só cria
chegar à poesia sua filha
Sobre qualquer coisa que possa ocorrer
em qualquer momento, num instante banal
apenas um olhar
e em todo momento com a pessoa flertar
De qualquer forma o poeta aqui escreve
de qualquer experiencia passada
de qualquer fim que esta tomou,
entrou seco na carne, adaptou e se emoldurou
O poeta do eufemismo mais reluzente
a declarar palavras a tal sentimento inocente
acabou com a vida de pessoas
e estragos grandes a mente
De qualquer pessoa
que entenda melhor
o mesmo fim pode-se dar,
o sentimento apenas a razão levar
Aqui agora do sentimento que fecha os olhos
vê tão somente a força sentimental
vê a pessoa perfeita, beleza colossal
divindade em forma carnal
Para qualquer um que,
vive qualquer clichê aqui que pode se considerar amor
(desde chuchuzinho até dia dos namorados com flor)
Pêsames do poeta em clamor
Sobre qualquer amargura concreta
o poema agora estrutura, desconcerta
o poeta sem frases , só cria
chegar à poesia sua filha
Sobre qualquer coisa que possa ocorrer
em qualquer momento, num instante banal
apenas um olhar
e em todo momento com a pessoa flertar
De qualquer forma o poeta aqui escreve
de qualquer experiencia passada
de qualquer fim que esta tomou,
entrou seco na carne, adaptou e se emoldurou
O poeta do eufemismo mais reluzente
a declarar palavras a tal sentimento inocente
acabou com a vida de pessoas
e estragos grandes a mente
De qualquer pessoa
que entenda melhor
o mesmo fim pode-se dar,
o sentimento apenas a razão levar
Aqui agora do sentimento que fecha os olhos
vê tão somente a força sentimental
vê a pessoa perfeita, beleza colossal
divindade em forma carnal
Para qualquer um que,
vive qualquer clichê aqui que pode se considerar amor
(desde chuchuzinho até dia dos namorados com flor)
Pêsames do poeta em clamor
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Tristeza boa
Tristeza boa
Das tristezas que abalam qualquer um
esse poema não é meu
esse poema é um poema comum
De qualquer pessoa que leia e interprete ao seu ver
que as dores sintas ao ler,
que veja toda sua lagrima pelo rosto correr
De um pensamento triste qualquer que tenhas
não se acabe numa onomatopeia de dor
que tenha qualquer coisa a ver com amor,
ou ideias de pudor
Agora o sujeito escreve
qualquer coisa que o faça sentir bem
o sujeito não é ele, nem vós
apenas o eu, talvez nós, com um gosto amargo, atroz
Agora da tristeza que se passou escrevendo essas coisas qualqueres
que do texto agora fazem parte, as dores cravadas
qualquer coisa que foi amaldiçoada e retirada
e está aqui, não mais amada
Do masoquismo qualquer de não amar a tristeza
nem a dor, nem nada de qualquer coisa assim
que o autor enfim
escrevendo rimas sem fim, perdeu a tristeza
E agora da pureza
o autor tem a clareza
a legitimidade
que a tristeza com ele fez caridade
Das tristezas que abalam qualquer um
esse poema não é meu
esse poema é um poema comum
De qualquer pessoa que leia e interprete ao seu ver
que as dores sintas ao ler,
que veja toda sua lagrima pelo rosto correr
De um pensamento triste qualquer que tenhas
não se acabe numa onomatopeia de dor
que tenha qualquer coisa a ver com amor,
ou ideias de pudor
Agora o sujeito escreve
qualquer coisa que o faça sentir bem
o sujeito não é ele, nem vós
apenas o eu, talvez nós, com um gosto amargo, atroz
Agora da tristeza que se passou escrevendo essas coisas qualqueres
que do texto agora fazem parte, as dores cravadas
qualquer coisa que foi amaldiçoada e retirada
e está aqui, não mais amada
Do masoquismo qualquer de não amar a tristeza
nem a dor, nem nada de qualquer coisa assim
que o autor enfim
escrevendo rimas sem fim, perdeu a tristeza
E agora da pureza
o autor tem a clareza
a legitimidade
que a tristeza com ele fez caridade
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Das respostas incompletas
Das respostas incompletas
foi para o camponês
conversa fora,
com um burguês
Sem conhecimento sobre nenhuma coisa
agora sem direção tinha à apontar
a divindade perfeição demonstrar
sei onde fica, esta lá
sei lá, da informação desenformada
do que não sabe nada de cá
do nosso mundo nenhuma molécula estudar
saber e apenas pensar
Onde fica tal lugar ?
sei, lá
talvez coisa qualquer ou nada falar
foi a simples informação que o camponês podia dar
Ali agora, frente a qualquer lugar que não sei onde é
mas ele sabia bem,
andava por ali
desde que possuía pé
Agora o camponês na glória infinita
de ser útil a vida
essa bonita
não ser dela um parasita
Sei ou não sei ?
agora foi-se a questão que a muito tempo o camponês usou
de tão profunda a questão o tornou
logo pensei
Sim, eu sei
sei, lá
apontou a direção, o burguês se virou a incompetência diminuta
pobre camponês, tal não conhece sua insensatez
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Orvalho mais que frio
Orvalho mais que frio
Sim eu me lembro muito bem de sete décadas
coisa assim, qualquer coisa afim
tratar de uns temas antigos que só interessam a mim
Sem motivo qualquer pra escrever agora
Porque aquilo que motivava simplesmente passou
foi apenas uma visão
Amor dos temas doador e ladrão
Pois do frio incessante que se encontra o coração agora
de qualquer forma esse era o tema disso,
coisa como uma chuva congelada,
geada, qualquer coisa que não seja amada
Agora que do coração
tão completamente coberto,
sem coberta, longe do calor
magnífico de um amor
Agora de qualquer forma sem motivo nenhum para isso escrever
pois o amor se foi, não conseguirá ler,
sem antes chorar, coisa assim
foi-se embora e não quis se despedir de mim
Qualquer orvalho que de manha caia,
e tão somente não se espalha
e fica contido, ali dentro
bem do peito no centro
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