sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Sol Inexistente

Sol Inexistente 

Nuvem que agora era tema,
passou , 
simplesmente choveu 
e me molhou

Nuvem que agora no céu,
talvez tão de noite que nele não habita
nuvem que aparece de dia, 
e nele cria alegria,

Nuvem que agora, tão branca,
tão somente branca
que é transparente o seu cinza,
nervosa, ranzinza

Nuvem que agora não chove granizo,
chove água,
é especial,
limpa toda sua magoa

Nuvem que lá do céu 
desmorona,
e chove gotas de algodão
clichê imensidão

Nuvem que agora tão somente agora 
tem raios, talvez algum trovão,
nuvens assustadoras,
em um dia de verão

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Do que procrastinava

Do que procrastinava 

Do sem tempo,
sem relógio está na calçada
esperando qualquer um passar,
com horas no sol, celular

Agora de noite 
foi ao sol as horas buscar
não encontrou,
voltou sem elas a chorar

Ficou algum tempo perdendo tempo
buscando o tempo medir, comprimir
o tempo perdeu,
não conseguiu com ele competir

O tempo deste está contado,
que não deixe saber esse para nada planejar
deixe o tempo vir
e simplesmente por ele passar

Distorce o tempo
no ano bissexto mais tempo a queimar,
nada produtivo,
do tempo não evolutivo

Agora o poeta com tempo a desejar
deixa o poema sem fim,
solto pronto a acabar
mas sem tempo, para a última frase silabar 

Dos tempos livres que não possuo

Dos tempos livres que não possuo

Eis que de agora
tudo que sinto de uma prova de química
não se acabou ainda
mal profundo, pedra de peso infinda

Agora que não passe a esses
todo mal que o coração humano corrói
tire do ego,
não rimarei com destrói, procure seu herói

Aqui talvez,
talvez tão talveziado
que fazendo poema
de tudo que faço tenho desviado

Procrastinar,
seria essa a palavra ?
enquanto escrevo
exercito meu novo desejo, venha a mim sorte, trevo

Não, não deixe pra agora
o que se pode fazer agora,
sem demora,
saia disso, a vida ignora

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Ao fóton,

As luzes agora se apagam,
de ontem, pensamento vago
talvez esteja na hora de cair ao sofá
dormir por dias, dormir sem que cesse o luar

As luzes, aquelas mesmas do expressionismo,
as luzes rabusco, recrio
você me pertence,
do seu cabelo sei de cada fio

Porque agora, não fosse mais
o sol pra me dar toda essa luz
a lua escura, começa a aparecer,
luz perfeita, mais radiante que o amanhecer

Porque de agora temos astros,
estrelas que não brilham cintilando
e dançam no céu
brincando

Não tinha mais nada por isso a dizer
a luz agora, e a única a se ver
é a de meu monitor ligado,
abobado penso em você

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Honras ao seu chapéu carnudo

Agora tiro pra você a boca,
com o chapéu te beijo,
a muito tempo, esse meu desejo,
logo com o chapéu bocejo

Muito tarde da noite agora,
não tinha mais boca aquele que
todo dia do sol cobriu
agora do sono dormiu

Traga-me sua boca, pensamento vil,
talvez agora queira um beijo
de meu chapéu civil
encontra-se no covil,
sua boca me deu, serviu

A noite chega,
logo escurece
de boa noite de seu chapéu
um beijo padece

Vêm esse à minha testa,
chapéu e boca re-trocar
você me beijou,
meu chapéu você tomou

Depois ou antes do calçado

Agora estou aqui frente ao computador
algum tempo se passa,
mas antes de sair,
um poema a redigir

Esse aqui não é qualquer outro sobre paixão
porque, do poema o amor foi em vão
talvez nada me motivasse a fazer esse
força de vontade, antes que esquecesse

Talvez dessa cadeira não saio
nada tinha me motivado,
a alma estava presa a cadeira
animo de lado

Talvez agora, grotesco, animal
venha à esse, dar um fim fatal,
ah, achei meu chinelo,
tchau!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ode à homenagem à Vinicius

Ode à homenagem à Vinicius

Ao mestre agora escrevo,
a Vinicius de Moraes todo respeito
não pare de escrever seu soneto,
não largue do teu fiel amigo, amuleto

Agora talvez do poeta a homenagem poética,
lixo que está aqui à obra do mestre vangloriar 
homem esse, sem tempo fixo, sem lugar à estar,
"nasço amanha... morro ontem" e morreu sem esperar 

Talvez agora minta um pouco,
pois do seu ombro só conheço as poesias que deixou,
amigo reconheci, amigo seu sou
pois que não me aceite, mas a morte sem resposta me deixou

Que do seu amigo não esqueça a morte,
como eu aqui, escrevendo sobre a existência carnal
de um poeta, dramaturgo excepcional,
queira assim eu não dizer mal 

Mas talvez de que sua vida tenha sido do amor ,
de tanta tristeza , saudade, 
do carinho a maldade
amor que o maior apunhalou

De que a fé dos desesperados agora ressurja
faça aos nossos olhos se reencontrar 
e agora ao poema sem um fim certo arrematar,
uma frase do mestre concedida, para o poema enfim acabar
"E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito..."
tomara que este fique bonito