terça-feira, 29 de maio de 2012

Multidão


Eu era comum ao mundo,
Mas agora não sou igual a ninguém,
O que em mim mudou ?
O que em mim detém ?

Eu fico tão triste por não ser diferente,
Mas ao mesmo tempo, fico tão triste por ser diferente,
Ninguém me entende,
Ninguém, em meio de toda aquela gente

A humanidade, sim, ela muda as pessoas,
Ela faz seres, ela cria sentimentos
Ela estimula seres a possuírem tormentos

O ser agora, preocupado com ele por causa da humanidade,
Ela criou um padrão de comportamento,
Eu estava a par do padrão,
Não me importei, estou diferente da multidão.

"Eu queria provar que não tinha que provar nada para ninguém"
Não precisava ter gostos,
Não precisava viver uma ilusão,
Eu era realmente diferente da multidão

Ninguém é melhor ou pior que ninguém
A igualdade está na diferença
Está é a verdade,
Em qualquer que seja sua crença

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Vida

Pela ideia da minha colega,  bora fazer um poeminha né ?

 Vida



Vida? 
Bem,  ela é simples , momentânea,
Passageira,
Queria eu prende-la 


Vida é viver, 
Estar com quem ama , 
É crer,
Que existe apenas o eu e você


Muitas pessoas procuram
A essência de viver,
Nas ações, nos poemas,
Em tudo que se faz antes de morrer.


A vida, 
São as migalhas restantes da morte,
São as cinzas,
A vida é um mecanismo de sorte,


A vida é fazer lugar ao mundo,
A vida é esperar o sofrimento,
A vida é de todos, o audível lamento


Pois a vida é viver, como anteriormente dito,
A vida é machucar, sofrer,
A vida é a antítese mais elaborada
A vida não vale quase nada 


Pois a vida não vale quase nada , mas ao mesmo tempo vale tudo,
Viver é sentir as coisas boas já preparado para as piores,
Viver é a coisa mais complicada que já foi criada


Pois você que não sente emoção na vida,
Que está tão preocupado, que deixa a vida de lado,
Saiba que viver é a coisa mais difícil que você pode fazer
Desde o seu nascer


Aqueles vivos,
Estão lutando contra a morte imbatível,
Onde a questão não é ganhar,
Mas é chegar ao seu máximo, se superar,


Pois aqueles que escolhem a morte, sem nem ao menos lutar,
Apenas fracos, eu posso os considerar.
Pois viver, é querer
Viver é Morrer.



quinta-feira, 24 de maio de 2012

Significado

Estava pensando,
Coisa que não faço muito,
Queria um sentido
Para aquilo que me deixa aborrecido

Não percebi, já estava ocupado
O pensamento de nada me dava significado

Só passava o relógio
Percebi-o, deixei passar
Um significado para o tempo queria dar,
Pois bem , em nada conseguia pensar

Estava sem finalidade ao mundo,
Era um ser irracional 
Nem ao tempo tão banal
Conseguia dar um sentido concreto, real

Voltei-me às conversas com os amigos,
Queria definir amizade, amor, lealdade.

À lealdade só tinha as palavras,
A amizade, só podia definir com algum amigo,
E o amor guardava comigo.

Volto-me ao amor, o que seria ele?
Pego o papel, tento escrever,
Só um nome em minha mente parecer

O amor, os sentimentos, descobri, descobri
A definição é como você pensa,
Em que vai agir, como vai resistir

Assim, agora estava feliz,
Para mim o amor não tinha significado,
Era uma pessoa, em minha mente, ao meu lado

É pela diferença que o mundo é criado
Pela diferença os sentimentos não tem significado
Todos conseguem definir o amor,
O amor é tudo, o amor não precisa de estudo

Logo volto para o tempo,
E ele , como definir?
-O tempo é o que não deixa darmos significado para qualquer termo, 
O tempo é o meu lamento,
O tempo é o significado para todo e qualquer sentimento.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

CIROLA

CIROLA

Vestido, ainda nu,
O silêncio desnorteador ,
Era noite,
Não possuía pudor

Estava frio,
Não era tarde, mas por enquanto era frio,
O frio era amigo do branco, do cinza, de cor impensável
Era o vento frio , gélido e amável , de tão denso até apalpável

Pois bem, nesta tarde sem fim,
O vento castigava, 
E ventava, cansava, esfriava.

Por luxúria minha, queria eu um cobertor,
Talvez até um agasalho,
Qualquer coisa que do frio , 
Afastasse meu cabelo grisalho

E era pois bem grisalho,
Assim como o frio meu cabelo tinha tomado,
Aqueles fios não seriam como antes,
Aquele frio,sobre meus cabelos, teve ação desvirginante

Não encontrava qualquer objeto que do frio me afastasse,
E me sentia frio, sim, não tinha roupas, e era um completo nu,
Com apenas uma cirola vermelha de bolinhas brancas,
Era uma fruta, do pomar humano, quase estranha como o caju 

Aquela cirola esteve ali , por tanto tempo,
Nem percebi-a, agora, ela não me deixa perceber , 
Se não fosse ela , logo seria mais um nu sobre um monte de agasalhos
Tentando esconder-se dos humanos falsários.

Pois esta cirola esteve comigo, verões e invernos,
Não tinha nenhum compromisso com nada ,
Era o meu boi na boiada,
Me protegia de tudo quanto era arma ou granada.

A cirola agora vermelha de bolinhas brancas, 
Ou até branca de bolinhas com cor vermelha, 
Não se assemelha,
A qualquer objeto que a ela se espelha.