sábado, 15 de fevereiro de 2014

A tristeza pensada racionalmente de uma mente triste

A tristeza pensada racionalmente de uma mente triste

De um idiota qualquer,
que agora duvidando
de sua idiotice,
agrava o nível de sua burrice,

De um pensamento ou sentimento
que qualquer um podia ter,
talvez ainda não tenha nome,
quem quiser dar, que dê

Depois de qualquer erro,
agora monótono,
culpa profunda invade,
o peito abate

De qualquer sessenta porcento
que não é medido como média,
queria alçar vôos a cento e vinte,
dobre sua tristeza e a guarde no bolso,
não fazem de valor reembolso

A tristeza tão alegremente triste
agora bate no rosto, e um sorriso contrário toma
todo o pensamento passado retoma,
toda a depressão que tinha feito esquecer

Agora por um cinquenta porcento,
talvez talvez bem menos,
lembra de como era triste, e lembra para justificar a tristeza,
para que qualquer um que pergunte não pareça besteira,
pareça coisa séria , de vida inteira

Agora da vida sofrida,
da burguesia classe media/alta,
com televisão em todos cômodos, que teve um ar condicionado estragado,
coitado, ligará para o suporte, pedirá para vir arrumar,
e qualquer um, com migalhas de pão se alegrar

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