Do que procrastinava
sem relógio está na calçada
esperando qualquer um passar,
com horas no sol, celular
Agora de noite
foi ao sol as horas buscar
não encontrou,
voltou sem elas a chorar
Ficou algum tempo perdendo tempo
buscando o tempo medir, comprimir
o tempo perdeu,
não conseguiu com ele competir
O tempo deste está contado,
que não deixe saber esse para nada planejar
deixe o tempo vir
e simplesmente por ele passar
Distorce o tempo
no ano bissexto mais tempo a queimar,
nada produtivo,
do tempo não evolutivo
Agora o poeta com tempo a desejar
deixa o poema sem fim,
solto pronto a acabar
mas sem tempo, para a última frase silabar
Nenhum comentário:
Postar um comentário