quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Do que procrastinava

Do que procrastinava 

Do sem tempo,
sem relógio está na calçada
esperando qualquer um passar,
com horas no sol, celular

Agora de noite 
foi ao sol as horas buscar
não encontrou,
voltou sem elas a chorar

Ficou algum tempo perdendo tempo
buscando o tempo medir, comprimir
o tempo perdeu,
não conseguiu com ele competir

O tempo deste está contado,
que não deixe saber esse para nada planejar
deixe o tempo vir
e simplesmente por ele passar

Distorce o tempo
no ano bissexto mais tempo a queimar,
nada produtivo,
do tempo não evolutivo

Agora o poeta com tempo a desejar
deixa o poema sem fim,
solto pronto a acabar
mas sem tempo, para a última frase silabar 

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