quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Qualquer sem rimas

Qualquer sem rimas

De que não sabia de mais nada
Não tinha obrigação de o poema rimar,
talvez outra pessoa gostasse
dessas manias, de amar, velejar

Da menina agora ciume
de todos que a encostavam
pronome possessivo,
psico maníaco, obsessivo

Que fosse a menina ou ele então,
não bastava só ao lado dela estar
não rimava
agora o poema triunfava

Mesmo que agora,
da alma se junte
e da menina venha ser ele só,
as estrelas não tem luar

Só estão essas ao céu brilhar,
e que não tenha dó o sol,
caia, mas que a alma da menina venha com ele casar,
que caia em eclipse solar

E que, da tentativa do poeta tenha pena
é impossível em um poema não rimar,
que se padeça os versos brancos
do poeta a criar

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