sábado, 19 de outubro de 2013

De doença sem título

De doença sem título

Não procurava doença maior que tédio
para o tédio não tem remédio,
talvez as doenças que matam sejam mais assustadoras,
mas o tédio, tem as correntes,que são da alma devoradoras

Se não fosse assim,
me arriscaria a ter medo de gripe,
de tosse de câncer , de qualquer coisa que faz mal
que agora, não encontro mais fatal

Talvez doenças do coração
sejam as piores,
amor, droga incurável, irremediável
de longe a doença mais odiável,

Talvez doença essa que sofreu mutação,
mesmo atingindo o coração,
faça bem, faça paixão

Mas de longe, amor causara maior estrago em sintoma,
sintoma de amor qual será esse ?
coisa que cresce dessaparesesse ?

Não tinha explicação mais para o coração,
coração que inventa de adoecer,
e adoece por quem quiser convencer
que o amor é impossível de vencer

Talvez até aqui também
o poema tenha tomado rumo,
criado forma convincente
de que talvez o amor é tudo que se sente

Mas apresento-lhes a história,
o decorrer dos fatos,
a doença mais letal,
não vem de vírus e é fatal

Que o acaso aqui sim aparecesse,
o acaso são todas as doenças,
porque dele você tem crenças
de que não será infectado

Pois que está enganado,
o acaso é o sintoma indubitável
paixão, amável
o acaso mata aqueles que chamam de saudável

Pois que com o acaso
pessoas de vinte, oitenta e cinquenta anos
padecem,
não fique triste, o acaso não desaparece

Agora ela não está preocupada com a chuva e tudo lá fora,
está em seu quarto, sem nenhuma demora
ela, de apenas um acaso se arrepender,
o acaso de nascer

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