sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Do poeta

Do poeta

Sobre o poeta agora escrevi,
eu não sou exato,
minha existência não é real,
mais do que um numero decimal

Não vou fazer aqui uma ficha descritiva,
minha existência não é definitiva
você está lendo esse poema centenário,
de um poeta imaginário,

Talvez sim, as vindas do autor,
devo mostrar aqui todo meu valor,
meus costumes não tão escondidos
minhas manias,todos defendidos

Não, não era verdade que talvez na rua
passando por alguém ou a cantarolar
o poeta simplesmente ia triste a caminhar
e talvez um sorriso, de canto de boca dar-lhe-á

Não era excessivo seu vício por alguma matéria que ele mesmo não entendia
de logica nada sabia
mas como sempre, "o poeta finge tão completamente",
que deixa não sentir o que se sente

Estava apaixonado,
o poeta é apaixonado pelo poema,
talvez sem agora dilema,
venha fingir e você faça desse um de seu problema

Não é possível escrever tudo isso sobre o poeta,
talvez não cabesse num livro,
pois nem em um simples poema,
se fez parecer emblema

Talvez agora se mostre o caráter do poema,
mais caráter que esse pobre poeta, obra de cinema
agora aqui o leitor somente ri,
do poema falei verdade, menti ?

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