segunda-feira, 16 de abril de 2012

Lenda cotidiana

Lenda Cotidiana


Nova lenda,
Será você ?
Toda cidade fala,
Em outro momento, expectativa criara


Não conseguira fazer este poema,
As palavras não saiam,
Estava abafado
Meu futuro poético estava arruinado,


Talvez a dor era menos intensa,
Era um poema de valor,
Fazia poemas com tanta leveza,
E neste, tão pequeno , frio, eu sentia tanta dureza,


Ficara triste, 
Esquecera o passado e continuara fazendo poemas da onde parei,
Mas não podia esquecer a dor,
Daquele que larguei,


Era um lenda,
Histórias falsas o caracterizavam,
Contudo,
Bastava apenas a palavra tudo.


Era um homem ( mulher ? )
Bem, as histórias contavam de uma lenda, nunca definido o gênero,
Talvez, seus feitos foram tantos, que transpassaram suas qualidades humanas( humanas?),
Nada era, o bastante para caracterizar, aquele que todos tinham medo, mas não conseguiam avistar


Todos liam o jornal, era fato,
A "lenda" visitaria sua cidade,
Todos ficaram enlouquecidos,
Alguns corajosos outros correram para abrigos,


Então no domingo, a cidade quase pacata ia toda ao metrô,
Ver a tal lenda, o tal das histórias,
Lá chegaram, perderam seu tempo com esmolas.


Era um sujeito, comum,
Talvez nunca vira alguém normal, mas aquele era sim um sujeito normal.
Transpassava seu cotidiano, sua calma,
Seus costumes, sua alma.


Todos saíram dali,
Todos descontentes, tristes,
Esperavam mais,
Da simples criatura que mais parecia capataz,


Na verdade, era sim uma lenda,
Pois, na grande rua chuvosa,
De pingos diferentes, nunca da mesma forma,
Um sujeito comum era entre todos uma norma,


Dai, o mundo , tão estranho, tão desacostumado,
Até as coisas mais comuns são especiais,
Se não forem mais,
Do que simples pessoas normais



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