quarta-feira, 11 de abril de 2012

Um Amor, Seus Esmaltes e Um Artista Cego

Um Amor, Seus Esmaltes e Um Artista Cego

Não me lembro, em nenhuma das vezes que a vi,
Uma unha sem um contorno técnico que só ela fazia.
Talvez por charme,
Talvez por simpatia.

Seu cheiro era deveras interessante,
Era algo como uma casa de perfumes e flores e cheiros,
Cheirava jasmim, rosa, alecrim, seu cheiro não descrevia,
Seu cheiro não tinha fim.

Nunca fora muito de falar,
Talvez não tenha escutado o silêncio de sua fala,
Talvez é aquela que meu coração ampara,

Não tinha informação suficiente,
Por aquela que até hoje meu coração sente,
As noites mais escuras, são o clarão do meu dia,
Depois daquilo, nada podia.

Meu coração se cegou por amor,
Não tinha mais para onde olhar,
O que querer
Estava se matando sem perceber.

Talvez sempre fora humilde,
Com valor mais humilde, sem a cobiça,
Era um artista cego,
Como um artista, tinha poder, movimentos,
Mas o fato de ser cego não deixava perceber seus talentos.

O coração,
Torço para que este cego, encontre o caminho que me leve a você,
No meio a tantos obstáculos, o destino é o mais almejado
E pelo caminho, estrada longa, o coração vai sendo apedrejado,

O coração cego se move pelo amor,
Quando não existe mais amor, se move pela atração,
Quando não existe mais essa, se move pela força,
Quando não se tem mais força, se move pela fúria,
E quando se esgotam os meios, o coração triste, desolado, apaixonado,
Se move pelo amor , que ele tem caminhado.




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