sexta-feira, 4 de abril de 2014

Rolando dados ( ou qualquer coisa)

Rolando dados ( ou qualquer coisa)

De qualquer pessoa qualquer
que na vida não leva uma alegria sequer
do azar infindo e a tristeza profunda,
as grandes mágoas diárias que seu coração afunda

De agora uma pessoa tão sortuda
que sempre tem a sorte de estar com azar
qualquer um que, talvez tentando cortar 
sangre, lágrimas ao rosto chorar

Agora de um dia comum 
que a pessoa não teve sorte sobre nenhum
de seus acontecimentos,
de seus cotidianos tristes lamentos 

Nunca qualquer que fosse um bingo chegou a ganhar
em qualquer concurso de dinheiro que a sorte apostar
apenas experiência estava a ganhar,
nada acumular

De qualquer um que olhou estranho para o amor,
não teve a sorte de se apaixonar (ou azar)
e até seus sonhos mais antigos,
apenas tristeza carregar

Agora sentado a beira da janela a olhar para o mar,
pensou muito em suicídio, pensou em se jogar,
acabar assim, cair no chão e "se matar"
e simplesmente a vida um fim dar

Pensou na sorte do amor que nunca baterá-lhe a porta
pensou um pouco, nada mais importa
mas não se jogou, vai que não morresse ?
talvez tivesse sorte que o azar acontecesse

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