quarta-feira, 5 de março de 2014

Pão agora trigo (trago)

Pão agora trigo (trago)

De qualquer acontecimento
de uns certos cinco de março,
dois mil e quatorze , escasso 
de dar nó em qualquer cadarço

Agora que fique eternizado qualquer coisa que tenha acontecido
de qualquer coisa inútil e fútil de um acontecimento,
de qualquer ladrão que sem contento
venha a mim causar destalento 

Que não a mim causou,
mas certo amigo que certamente
agora tão somente,
chora apenas as mágoas que deveras sente

De qualquer imagem social, 
nada de produto do consumo, capital
mas algo criado viril
tão sutil 

Agora de qualquer " me passe o celular"
que venha aparecer, e o celular desmentir
ou entregar,
ou qualquer coisa que tenha acontecido

Que corta uma dor no peito,
sexto sentido
da tristeza momentânea de qualquer acontecimento não reagir
tão tranquilo só sorri

Depois de qualquer coisa acontecer,
nada que venha a parecer,
desanimo pra tudo, quase nada,
consequência fadada 

Do desanimo da tristeza agora, tiro uma alegria qualquer,
poderia ter sido pior, poderia não ter sido,
qualquer coisa não ter acontecido
de qualquer comerciante de farinha de trigo 

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