Pão agora trigo (trago)
de uns certos cinco de março,
dois mil e quatorze , escasso
de dar nó em qualquer cadarço
Agora que fique eternizado qualquer coisa que tenha acontecido
de qualquer coisa inútil e fútil de um acontecimento,
de qualquer ladrão que sem contento
venha a mim causar destalento
Que não a mim causou,
mas certo amigo que certamente
agora tão somente,
chora apenas as mágoas que deveras sente
De qualquer imagem social,
nada de produto do consumo, capital
mas algo criado viril
tão sutil
Agora de qualquer " me passe o celular"
que venha aparecer, e o celular desmentir
ou entregar,
ou qualquer coisa que tenha acontecido
Que corta uma dor no peito,
sexto sentido
da tristeza momentânea de qualquer acontecimento não reagir
tão tranquilo só sorri
Depois de qualquer coisa acontecer,
nada que venha a parecer,
desanimo pra tudo, quase nada,
consequência fadada
Do desanimo da tristeza agora, tiro uma alegria qualquer,
poderia ter sido pior, poderia não ter sido,
qualquer coisa não ter acontecido
de qualquer comerciante de farinha de trigo
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