sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sem correntes ou algemas

Sem correntes ou algemas

Do profundo escuro do quarto,
agora de qualquer forma deitado,
não estivera no dia tão calado
quanto perto da janela , avistando o telhado

Agora aqui,
o eu-lirico em qualquer grade
como oitava série, coisa do tipo
da tristeza protótipo

Mas ali, frente a qualquer janela de qualquer cor que quiser
se adeque ao seu caso, ao que lhe convier
pois estava o lirico ali no sofá
a grade da janela a observar

Simplesmente nada, nada passava pela sua cabeça
estava de qualquer forma olhando e nada observando
olhava pra qualquer grade que o aprisionava,
sim aprisionava dentro do quarto, tranquilo e seguro, fora do mundo de apuro (ar puro)

Agora qualquer metal que venha até ele de encontro
que seja paralelo, em forma de proteger
da janela do primeiro andar não cair
a loucura iria se sucumbir

A prisão de loucura e insanidade,
queria esse estar preso a qualquer momento
em uma masmorra, aguentando todos tormentos,
mas da prisão saiu, hora da comida do detento

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